domingo, 2 de novembro de 2008

Minha vida é uma acerola...


É, o ano já está quase acabando... Quinta feira aconteceu o ritual de "Troca de Rosas" no Vale, em comemoração ao aniversário natalício de Tia Neiva. Não fui desta vez, agora somente no próximo ano. E também não lembro-me direito as coisas legais e interessantes que andei fazendo desde o dia 28, mas ontem tive uma noite ótima em companhia do Alexandre, conversamos bastante aproveitando o calor exagerado que estava fazendo. Acho que ficaria rolando o papo até altas horas da madrugada mas o sono é o mais forte dos meus defeitos, ou será qualidades? Talvez, afinal é através dele que meu estado de êxtase ocorre nos diversos campos de minha desorientada vida. Tive que ir dormir mais de meia-noite e acordar hoje às sete horas para ir ao Vale. Levantei, fiz café, fui na padaria e fiquei um pouco na internet. Cheguei do Vale, tomei banho, passei na casa da minha mãe e depois fui pra casa do meu pai almoçar. Tomei outro banho e retornei ao Vale, ainda bem que o sol estava coberto pelas nuvens, mesmo assim o calor estava insuportável. Num momento de tranquilidade, sentado eu observava um pé de acerola no quintal do vizinho ao lado do Templo, e por aquela pequena visão sobre o muro, consegui enxergar apenas uma fruta, mas bem vermelha e destacada entre o verde das milhares de folhas miúdas. Fiquei uns dez minutos tentando obter respostas da tão gloriosa imagem que estava sendo-me apresentada naquele instante. Por que reclamamos se temos tudo o que precisamos? E tentava me comparar à frutinha, mesmo isolada e debaixo daquele sol escaldante coseguia se destacar e manter sua beleza ímpar... Carência, ingratidão ou materialismo? Cansaço, sono ou ilusão? "Alguém me interne no paraíso", já dizia a Pitty...

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