É noite… Retido em minha casa espero pela madrugada
Na fila dos pensamentos, ideias vazias
Ouço os barulhos da cidade que insiste em não calar
Animais, frio, brinquedos, notícias, acessórios e movimentos
Acompanhado da presença solitária
Desejando o não querer, buscando doloridos confortos
Penso calado, palavras sem voz no grito infinito do zumbido
Verdades que me faltam, verdades que me enchem
Presença que falta, presença que transborda
Igualdade que atrapalha, oferecimento divino com uma pitada de malíicia
Ondas de êxtase, gozo de maravilhas… Apenas vontades, desejos
Súplica, receio, oportunidade, oportunismo
Eu ou eu?
Em todo o país o preço do aluguel residencial não para de subir. E em Araguari não poderia ser diferente. Numa pesquisa que andei realizando a média de preços está bem acima do salário mínimo, R$ 816,00 para os apartamentos e R$ 730 para as casas. Esse absurdo se deve em parte ao grande número de trabalhadores que prestam serviços nas indústrias e empresas da cidade e também a elevada de estudantes universitários. Outra parcela é a população natural que só vem crescendo, 7,11% nos últimos 10 anos na cidade de Araguari, de acordo com o IBGE em seu resultado do Censo 2010. E o tão sonhado plano da casa própria vira motivo de arrastar multidões, como o que foi visto no sorteio das 445 casas do Programa Minha Casa Minha Vida, lotando o Ginásio Poliesportivo no dia 19 deste mês. Se o salário mínimo não consegue subir na mesma proporção que outros reajustes, a solução é depender de programas habitacionais do governo federal; mas isso só para famílias com rendimentos de até três salários.