Bonecas não me fascinam. Nunca as odiei e nem as amei. Estava aqui pensando por que meninas ganham bonecas, o que elas tem de tão especial? Seriam puras, inocentes ou sinceras? Hum... E por que as meninas tem que brincar de bonecas? Meu amigo pensamento me deixa meio doido com isso. Encontrei algumas respostas no meu pequeno mundo de conhecimento. Como toda criança, a boneca é pequena, dominável e inofensiva. Não tem personalidade, simplesmente uma boneca é boneca, assim como um criança é criança. Mas as meninas tem um diferencial, lhe são dadas bonecas para fetiche de seus responsáveis. Sem influenciar, mas se esperar de maneira subconsciente uma garota meiga, uma boneca de pessoa que deve acima de tudo cair se reclamar, ouvir sem querer escutar, se rasgar ou sujar das brincadeiras de homens que serão fortes para atropelar com seus carrinhos, matar com suas arminhas e chutar a bunda como uma bola. Meu alerta de machismo ainda vai soar fraco, mas as bonecas podem ser também assustadoras. Bonecas animadas, possuídas por um espírito do mal, que causam medo, repelem e arrepiam os que se dizem mais fortes. Uma boneca que mata, que mata uma criança, que tira uma vida. Fogo na casa, tragédia publicada, esquecida ou velada pelo tempo. Tudo reaparece um dia, os pensamentos nunca ficam ocultos. Segredos? Será mesmo que existem? Misturando tudo assim parece difícil até de entender. Mas os assassinos agem e brincam com as bonecas da vida real. E com bonecos também... Bonecos e bonecas... Vida e morte. Vida. A humanidade busca uma vida longa, livre de problemas. Mas a vida não é uma boneca que brincamos quando e como queremos. Ela nos desafia. Aliás nos desafia a quê? A viver ou a morrer? Lutamos contra a morte e esquecemos de viver, viver a nossa vida, brincar com a vida, sorrir para a morte.
Precisamos tirar as neuras do fim e vivenciar sobretudo o agora. É claro que o passado e o futuro também foi e vai um agora. Então vamos quebrar as tradições, buscar mais respostas e acreditar no poder maior que as bonecas podem se tornar. Tornar-se brinquedo infantil ou adulto. Brincadeiras eróticas. O verdadeiro tabu. Bonecas infláveis, desejo oculto. "Menina pega a boneca e bota ela de pé."
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